Recordando M. A.

Dentro daquele princípio, que perfilho, de que devemos festejar cada dia, a nossa passagem, a aprendizagem, o conhecimento, a amizade, que em cada dia devemos sorrir um pouco mais, que devemos sentir o sol e a influência das outras estrelas, e nelas podem contar-se as nossas mulheres ou todos aqueles que amamos, dentro desse principio, que perfilho descaradamente, hoje sinto que deveria festejar sobre o que ouvi de Machado de Assis. De facto, não sou grande leitor desse mestre, e confesso já nem me lembrar do que escreveu sob auspícios de sublime e mestria. Recordo a critica a Eça e a semelhança da intenção, não muito diferente desta. Recordo muito pouco mesmo e dou conta disso com a vergonha que a situação requer, não porque me envolva em qualquer altruísmo literário, mas apenas porque sendo um apaixonado por Eça não o conheci no espelho, mesmo sendo fosco. Viva, então, M.A. e que dele se continue a orgulhar a nação brasileira, desse filho de mestiço afro e de portuguesa de fraca linhagem, capaz de a enobrecer por cima e na amplitude da qualidade da sua obra. Prometo voltar à liça com o tema.
Para saber e conhecer melhor a história do escritor aceda a:
ou
Machado de Assis(1839-1908)
Joaquim Maria Machado de Assis Poeta, romancista, novelista, contista, cronista, dramaturgo, ensaísta e crítico, nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, em 21/06/1839 e 29/09/1908. A sua obra tem raízes nas tradições da cultura europeia e transcende a influência das escolas literárias nacionais, brasileiras. Filho de um pintor de casas mestiço de negro e português, após a morte da mãe, portuguesa, foi criado pela madrasta, também mestiça. Adoentado, epiléptico, gago e de figura trivial, encontrou emprego como aprendiz de tipógrafo aos 17 anos de idade, começando a escrever durante seu tempo livre. Em breve, começou a publicar obras românticas. Colaborou regularmente na imprensa do Rio de Janeiro. A sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu seu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é subtil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste dos seus contemporâneos. A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.
Joaquim Maria Machado de Assis Poeta, romancista, novelista, contista, cronista, dramaturgo, ensaísta e crítico, nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, em 21/06/1839 e 29/09/1908. A sua obra tem raízes nas tradições da cultura europeia e transcende a influência das escolas literárias nacionais, brasileiras. Filho de um pintor de casas mestiço de negro e português, após a morte da mãe, portuguesa, foi criado pela madrasta, também mestiça. Adoentado, epiléptico, gago e de figura trivial, encontrou emprego como aprendiz de tipógrafo aos 17 anos de idade, começando a escrever durante seu tempo livre. Em breve, começou a publicar obras românticas. Colaborou regularmente na imprensa do Rio de Janeiro. A sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu seu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é subtil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste dos seus contemporâneos. A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.
Comentários
Devo confessar que já li o riquíssimo livro dele, Dom Casmurro, e que até já num certo altruísmo literário, como disse, emprestei-o à minha avó (materna) e aconselhei a tradução a um conhecido meu.
Machado de Assis foi (e continua a ser) um importante marco da literatura lusófona e espero que outros lusófonos como eu possam um dia lê-lo e aprecia-lo tanto como eu o apreciei.
MM
P.S. Acho que um comentário sobre a desgraça do novo acordo ortográfico é no mínimo, justificável e mais(!) necessário que é para quaisquer outros leitores que tenha perceber a desgraça que esse acordo significa para a nossa língua e cultura que já sofreram demasiado abalo.