Som Morto

Tenho sido acusado por alguns amigos de estar morto musicalmente. Dizem que tenho os ouvidos empedernidos onde hexostoses agudas são mais do que obstaculos, antes sistemas de vacúo onde nada pode entrar por força do ar aí existente. Entre a ciência médica e a fisica quantica podia escrever-se alguma coisa sobre esta acusação que, não acredito, se circunscreva só a mim. Aliás, parece-me mais uma ataque a quarentões avançados e cinquentões recentes.Falam de uma paragem musical, algo que se reflecte através do desenvolvimento do pensamento retrógrado ao nivel dos sentidos e da falta de compreensão e absorção de um novo mundo de que nos afastam impiedosamente. Não sei se a nível do odor sentem algo fétido e podre, mas tratam-nos como tal.
Para eles reclamo a paciência de terem de escutar umas quantas verdades. Então não fomos nós "cotas" da geração Pink Floyd que assistimos ao nascimento do rock underground, do rock progressivo, que, por oposição, tivemos de papar um funk Steve Wondersco ou um pop Myckel Jacssiniano de puro mau gosto, e não fomos nós que ouvimos Tchackovsky através do ELP ou comprámos Beethoven na JoJo's Records ? E, a quem se dirigiram os concertos de Cascais, e o Festival de Jazz da terra ?
Tenham, mesmo, a santa paciência e vão-se curar! Estes acusadores, gente da música Tozé Brito, queimadores voluntários de neuróniose potenciadores de psiques entre TsequesTseques ou rap's da batata, bábás do brasuca que aqui deixa a marca e leva a massa entre a apresentação de imberbes bandas regazza e batidos singers em fim de carreira (claro que há músicalidade nisso tudo!!) entre uma ou outra banda que naturalmente existem. Caros, trintões e geração rasca, deviam solicitar complacência e instrução sobre boa música e de como viver com ela... oh! quanta ignorância.
A musica está viva não está Duffy ? Krall ? Sade ? Kidnappers? Koufax? Bocelli ? Sara Brighton ? and you.
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