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A mostrar mensagens de setembro, 2008

Recordando M. A.

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Dentro daquele princípio, que perfilho, de que devemos festejar cada dia, a nossa passagem, a aprendizagem, o conhecimento, a amizade, que em cada dia devemos sorrir um pouco mais, que devemos sentir o sol e a influência das outras estrelas, e nelas podem contar-se as nossas mulheres ou todos aqueles que amamos, dentro desse principio, que perfilho descaradamente, hoje s into que deveria festejar sobre o que ouvi de Machado de Assis. De facto, não sou grande leitor desse mestre, e confesso já nem me lembrar do que escreveu sob auspícios de sublime e mestria. Recordo a critica a Eça e a semelhança da intenção , não muito diferente desta. Recordo muito pouco mesmo e dou conta disso com a vergonha que a situação requer, não porque me envolva em qualquer altruísmo literário, mas apenas porque sendo um apaixonado por Eça não o conheci no espelho, mesmo sendo fosco. Viva, então, M.A. e que dele se continue a orgulhar a nação brasileira, desse filho de mestiço afro e de portuguesa de fraca ...

Haverá dúvida ?

Não tenho procuração para criar textos negativos ou indutores de má auto-estima, capazes de se tornarem em mais uma pequena erva daninha nas milhentas que em nada servem a humanidade. Muito menos para mim próprio ou para os meus parcos e pacientes leitores. Mas: - Não há dúvida de que a sociedade universal está a andar a um ritmo demasiado acelerado. E, não foi preciso buscar essa ideia da crise financeira mundial, na crise petrolífera e especulativa, ou na falta de oportunidades que este país não oferece, basta ver o ritmo da decadência. - Não há dúvida que, do ponto de vista profissional a estabilidade terminou (se alguma vez existiu ?), e de que o que é não é. Também, aqui a decadência está presente, o que é fácil constatar não só pelo significativo aumento do desemprego, mas especialmente pela incapacidade de, com os mais que muitos meios disponíveis , o mundo "desenvolvido" deixar escapar a oportunidade de tornar o outro mundo, à sua volta, mais parecido consigo pró...

Educação ou Clientelismo

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No escrito anterior abordei a questão dos portáteis que o governo, em boa hora, negocio ao preço da "uva mijona" e do bluff que se verifica com os custos das redes de ligação à Internet . E, não me parece que haja muito mais a dizer sobre o assunto, até porque alguns comentários já completaram a ideia. No entanto, voltei ao tema, de forma ligeira, para acrescentar que, a ser verdade, esta paixão pela educação, estes 40 milhões que dizem (o Governo) estar a despender para tornar as crianças portuguesas mais desenvolvidas e em contacto célere com o mundo exterior, esta atitude só poderá ser louvável. Mais, que Sócrates fique recordado de forma efémera por ter sido o chefe de governo que mais fez por isso (depois de Salazar, talvez!), e se puder e quiser que essa recordação nos pasme a todos pela preserverança e bom desempenho dessa missão; e se conseguir arrastar com ele para a eternidade mais dois ou três nomes, a ministra, o financeiro e, sei lá, mais um ou dois dos que ...

robin distribui portáteis

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Quando se escreve num blogue pensa-se imediatamente no comprometimento que existe entre o escritor, o silêncio e os poucos que têm a pachorra de ler o que lá ficou registado. Ao decorrer estes pensamentos temos inclinação, natural, para comentar factos comuns e explanar ideias de melhoramento para a tosse e a constipação e, se assim não for, ficamos em divida para com o leitor (mesmo que para nós próprios), ou, então, recorremos do exercício de escrita sobre algo pouco ou nada comentado, o que, também, é algo difícil , na medida em que se não houve muito para escrever até agora não será agora possível de escrever com elevado interesse. Arrisco falar de algo pouco falado, especialmente na perspectiva que apresento, porque de nada já muito se tem dito. Assim, refiro-me ao negócio efectuado entre o governo, as operadoras de telemóveis e alguns fornecedores de hardware ao nível do que designamos por pc portáteis, e do qual resultou a oferta destes pc 's e respectiva ligação à net ...

curtas - jornalistas II

Com o direito a crítica passado em diploma, muitos dos jornalistas portugueses sofrem do sindrome de classe. Ser como os outros são, os mestres, os que passaram a revolução dos cravos, os que acompanharam presidentes em viagens de malabaristas e artesãos, os que de uma forma qualquer ganharam esse estatuto, alguns deles, infelizamente, tão pouco conseguem disfarçar a pena que têm deles próprios e simulam desejos de suicídio que sempre ficam no tinteiro, é o fim velado de cada um ou quase todos. Será constactação de factos ou pura injustiça ? Na verdade, num blogue mudo pouco importa.

curtas - jornalistas I

Ainda existem jornalistas portugueses que a comentar sobre os candidatos norte-americanos se debatem com as inevitabilidades e, bastas vezes, terminam as suas prosas reconhecendo que todos os candidatos são futeis e não estão preparados para governar bem a grande nação. Quase sempre a nação que eles continuamente "botam abaixo" apesar de deixarem sempre uma inclinação pelas boas intenções do Partido Democrático. (anacrónico no blog corta fitas) A pergunta fica: - irá ser sempre assim ?

Vivó Sporting

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No dia em que o meu Sporting vai jogar a primeira partida do seu grupo para a liga dos campeões europeus, apenas uma palavra com destino certo. Paulo Bento, homem, lembra-te dos erros do Queiróz. Não te ponhas a convocar o Roberto, olha que ele joga no Curitiba; esquece o Plezarcic, lembra-te que ele joga no Dinamo; não convoques o Nortghrum, lembra-te que ele é suplente à mais de seis meses no Munique. Por outras palavras não inventes.... nem amues. Para além disto, desejo-te boa sorte, e a todos nós muita paciência.

o ensino obrigatório ? nada disso.

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Tinha o governo um obejctivo no âmbito da educação: levar a obrigatoriedade do ensino até ao 12º ano. Provavelmente era até o objectivo de muitos outros governos. Mas, agora já não é. Começou um novo ano lectivo e a mensagem já passou: - muito provavelmente não será possível tornar obrigatório o 12 º ano (tal e qual)! Constantamos, com tal afirmação, que deixou de ser interessante apostar no 12º ano. E, porquê ? Será porque o governo descobriu uma nova formula de que todos os portugueses tenham o 12º ano ? Bem mais económica ? Descubram. Mas, entretanto, fiquem com esta: - sabem quantos diplomas de 12º ano o governo já ofereceu no programa das "novas oportunidades" ? Pensem, pensem e tirem as devidas conclusões. Nota: não me move qualquer sentimento negativo em relação a quem aproveita esta oportunidade. Entendo, mesmo, que algumas pessoas não possuidoras do distinto diploma têm total aptidão para ir bem mais longe, e seria por vezes bastante justo, mas, sabel qual é a idade ...

Dias Depois ... ou "his master voice"

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Há tanta coisa para fazer. Ouvimos, pensamos, reflectimos, chegamos a equacionar, tomamos algumas decisões. Também, dispendemos energia, a andar, a falar, e em muitas outras coisas. Dentro de um manancial de acções, falar parece ser uma das preferidas, que nos revela e que nos oferece a capacidade de melhor exprimir tudo o resto. Falar sobre falar é incomensurável, não terminará nunca. No entanto, fala-se por vezes quando se não deve. Quando falar representa pensar ou o silêncio, puro, cru. Assistimos a exercicios da fala que não devia existir, quase diáriamente. Se tivessemos disponibilidade e interesse poderíamos passar todos os dias a ouvir coisas que não deviam ser ditas. Por isso, falar sobre isto não terá muito interesse. Contudo quando me preparava para passar um dia em meditação acabei escutando algo que não devia. Algo que não devia ser dito as que acho por bem partilhar: diverte. Pois, dia 11 de Setembro, aquele fatidico dia, de todos conhecido, recebe anualmente honras de ...

Som Morto

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Tenho sido acusado por alguns amigos de estar morto musicalmente. Dizem que tenho os ouvidos empedernidos onde hexostoses agudas são mais do que obstaculos, antes sistemas de vacúo onde nada pode entrar por força do ar aí existente. Entre a ciência médica e a fisica quantica podia escrever-se alguma coisa sobre esta acusação que, não acredito, se circunscreva só a mim. Aliás, parece-me mais uma ataque a quarentões avançados e cinquentões recentes. Falam de uma paragem musical, algo que se reflecte através do desenvolvimento do pensamento retrógrado ao nivel dos sentidos e da falta de compreensão e absorção de um novo mundo de que nos afastam impiedosamente. Não sei se a nível do odor sentem algo fétido e podre, mas tratam-nos como tal. Para eles reclamo a paciência de terem de escutar umas quantas verdades. Então não fomos nós "cotas" da geração Pink Floyd que assistimos ao nascimento do rock underground, do rock progressivo, que, por oposição, tivemos de papar um funk Steve...

Machine Head

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Por qualquer razão olhei para o passado, aliás, estamos sempre a olhar para lá buscando ensinamentos, a explicação das cisas, razões e emoções, um pouco de tudo de que se compõe a nossa vida. Olhei não sei para que universo e dei comigo absorto a trautear uma musica. Uma levou a outra e, de repente, dei comigo a sibilar "fumo na água" o que me atirou para dois programas espaciais diferentes, um relativo a uma passagem na Finlandia, lá bem em cima nos lagos, e outra para uma festa de garagem, algures, na adolescência, ou terá sido em casa, entre amigos, aos gritos, simulando a extase que por vezes se consegue obter no concerto. Registei o momento, "fui à net" e oito dias depois voltava a ter na mão "Machine Head" dos Deep Purple. Curti a musica vezes sem conta. Ouvi mais do que devia, como oiço nos telejornais ou nos programas de debate (salvo raras excepções). Vi fumo na água e fogo no céu, e pensei na adequabilidade e actualidade daquelas frases e música ...

Almedalen

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Almedalen é o nome de um dos mais famosos jardins do mundo. Então, porque nunca ouvimos falar dele, pode perguntar-se. Simplesmente porque ele está situado na cidade de Visby, na velha Gotland, no meio do Baltico. Só isso ? Não. Deve acrescentar-se o facto de sermos ignorantes demais. Papalvos, mais envolvidos com uma carne de porco à alentejana do que com o mundo que nos rodeia. Os alentejanos que me perdoem (já tenho umas cotelas a contorcerem-se). Os, que isto lerem, também. Almedalen recebe, desde há muito, e durante uma semana de todos os meses de Agosto, até à eternidade, reis, governos, deputados, e os demais cidadãos do reino da Suécia que ali se queiram apresentar. Durante uma semana, de manhã à noite, aquele pequeno e bonito jardim acolhe governantes e povo e, os primeiros têm a primazia de discutir os problemas da nação e da governação ao ar livre, debaixo de um pequeno abrigo. Todos, mas todos abordam temas, tecem comentários e até tomam decisões. O povo assiste´, mas, por ...

PANP II

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Criar um blogue é do ponto de vista técnico relativamente fácil. Contudo só tem efectivamente ineteresse se se constituir como uma plataforma minimamente interessante de troca de opiniões ou de construção de grupos de interesses. Muito provavelmente até existirão outra aplicações que me não ocorrem neste momento, pensarei mais tarde. Comecei este blogue no meio de Agosto, com toda a gente de férias, comecei por abordar sucintamente aquela que me pareceu ser uma das mais importantes questões do ano, ou seja, o reinicio da guerra fria. E, quem quer saber de um temas destes, chato, conflituoso, advinhador de novos e variados problemas à escala mundial, ainda para mais num período tão quente do ano, onde o que mais vale não é adicionar mas antes subtrair no parco peculio junto amiude para férias. Nã. Loucura , mesmo. Mas, loucura sã, viventus morbidem est. Na verdade, foi de propósito, a ideia foi mesmo regressar ao activo filosófico, despreocupadamente, bebendo capilé. Agora veio um subit...

Custo de Vida

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Hei Hei. Fui de férias! Pois, fui ? Fui branquear parte dos neurónios. Só parte. Com o melhor dos branqueadores, o mar, a natureza, numa palavra a visão. Claro que adicionei outros aditivos, como o silêncio e a amizade. Nesta terça parte do mês de Agosto fui à Suécia. Desembarquei em Estocolmo e, em menos de 24 horas estava a navegar pelo quase infinito arquipélago, a caminho de Gotland, dois dias de viagens à vela, quando o vento ajuda. Depois de um dia entre lagos e canais, com comportas à mistura, surge o Báltico, um imenso lago cuja profundidade, naquelas bandas, não ultrapassa os 150 metros. Escuro, cheio de lodo, este mar pouco mais oferece do que bacalhau, maravilhoso prato da cozinha tradicional portuguesa. Por lá, nem ve-lo. A paisagem era conhecida de outras viajens, e tirando a ilha, e concretamente a bela, medieval e antiga Visby, e a companhia do capitão Afonso, o que melhor tirei da viagem foi exactamente a marca deste novo branqueador: mar. Nas noites passadas a bordo su...

Vanessa II

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Afinal de contas não me enganei muito a propósito da Vanessa nos J.O. de Pequim. Ela lá trouxe uma medalhita, a que se acrescentou um ouro daquele rapaz que tem o bonito apelido da cidade da deusa. E, tal como se previa, à falta de melhores resultados, os abutresinhos vierem logo pedir mais dinheirinho. Aliás, tal é apanágio do cabecinha branca* que há já muitos anos tem o cansativo trabalho de coordenar os trabalhos dos lusos olimpicos. Palavras para quê ? * O texto vale apenas pela utilização da expressão "cabecinha branca". Esta, recorda tempos idos, de tribos de peles vermelhas. Cabecinha branca e pele vermelha (corada? pela vergonha?), uma combinação fantástica que faz lembrar o clube lisboeta de benfica, aquele que eu comprarei caso alguma vez venha a ganhar o primeiro prémio do fantástico concurso (sorteio ?) do Euromilhões ............. para fechar no dia seguinte! Saudações Sportiguistas

PANP - Promoção a não perder

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Isto de criar um blogue parece fácil. Basta dar uma lamirada por alguns assuntos, tecer opinião e edita-la sob a forma escrita. Simples e barato. Até pode descarregar-se a bilis. A unica coisa dificil é ganhar alguma audiência de forma a não sentir que se está falando para as paredes. O que também não é mau, na medida em que, por vezes, delas obtemos bons conselhos. É verdade, no minimo obrigam-nos a pensar por cabeça própria e a probabilidade de andar certo anda quase sempre pelos 50%., entre sim e não. Esta mensagem procura ir um pouco mais além do que a parede (terra de que sou práticamente originário, e na qual vivi anos a fio), direi mesmo que pretende solidificar a transmissão deste blogue por apenas uma das dez pessoas a quem o envio e a quem já enviei anteriormente. Assim, e para que não restem dúvidas sobre a inutilidade do mesmo sou obrigado a tentar a inflecção do mesmo através da oferta de um Kit Kat, a todos os que comentarem ou mandarem-me "dar uma volta", a se...