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Nos últimos anos tenho andado inquieto porquanto sinto que o meu contributo para a humanidade é ainda bastante diminuto. Sei que sou boa pessoa na medida em que animo e ajudo os que me estão próximo e por vezes até os que não conheço. Sou educado, não ofendo e, quase sempre tenho uma palavra de amizade e/ou consolo que exerço de forma voluntariosa. Numa escala de bom e mau, por mim elaborada, coloco-me no 7 de 10.
Mas, coloco sempre a questão sobre o que se passará e porque que não consigo ir para além desse sete miserável? Já tenho 50 anos e, pelo andar da carroça estou a ver que não consigo chegar ao 8.
Algum tempo atrás tive o sonho de adoptar uma criança, negra, de preferência. Mas, quis Deus que a minha vida desse uma cambalhota e esse projecto nem teve inicio (poderia dizer que, se não teve inicio nem sequer existiu, mas é falso porquanto o sonho tb faz parte da vida e esse foi vivido e mesmo sentido. Daí para cá essa ideia perdeu-se e com ela algum fulgor, apesar de estar sempre a pensar no tal 8 que me confortaria mais.
Contactei uma ONG de apoio social mas as dificuldades em ajudar são imensas. Isso, dificuldades em ajudar! Se o quisesse fazer teria de cumprir um programa que não consigo realizar sem prejudicar os mais próximos. Decididamente revoguei essa intenção e fiquei em stand by, por outras palavras, mastigando os problemas e prazeres mais comezinhos.
Eis que me pus a pensar e a elaborar um pequeno projecto de forma a poder dar algum contributo para a industria nacional e, por essa forma ajudar pequenas empresas estritamente portuguesas com produção ou incorporação fundamental para o emprego - julgo que todos aqueles que já passaram pelo desemprego percebem isto, os outros duvido - mas, até esse projecto vai lento, mais por culpa própria.
Finalmente, ontem, quando regressava a casa, com a radio europa/lisboa sintonizada, percebi nas palavras do Rodrigo Moreira Rato a aflição deste na resolução de um problema que, por si só, é o problema de de muitas pessoas, pobres e extremamente carenciadas que, porque Deus assim o quis, nasceram e vivem na Mauritânia.
Não vou descrever tudo o que ele disse mas, tão somente, passar a ideia base que tem a ver com a necessidade de se obterem receitas para a reparação de um camião que ele e alguns amigos levaram até aquele país com medicamentos, artigos de papelaria e escolares, que muita falta fazem na região e aos seus destinatários. Tal como ele disse, não que se sintam infelizes por os não terem, até porque, por falta de comparação (não têm Timberland's, Merrels, Gant, Ralph Loren, etc), esse sentimento quase não existe, mas, simplesmente porque são mesmo necessários, são o mínimo para a subsistência.
Este bloguito foi criado por mim à cerca de um ano e não lhe tenho dado a atenção que inicialmente julguei. É quase sempre assim e, por isso, não me recrimino. Contudo vou usa-lo para como num minúsculo contributo para a divulgação deste propósito, que esta gente, saindo da acomodação das suas casas e por dever ao se sentirem humanos, entenderam levar a cabo para sua e felicidade dos outros.
Vou já a http://apoiarmauritania@blogs.sapo.pt e dar o meu donativo.

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