sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

http://apoiarmauritania@blogs.sapo.pt


Nos últimos anos tenho andado inquieto porquanto sinto que o meu contributo para a humanidade é ainda bastante diminuto. Sei que sou boa pessoa na medida em que animo e ajudo os que me estão próximo e por vezes até os que não conheço. Sou educado, não ofendo e, quase sempre tenho uma palavra de amizade e/ou consolo que exerço de forma voluntariosa. Numa escala de bom e mau, por mim elaborada, coloco-me no 7 de 10.
Mas, coloco sempre a questão sobre o que se passará e porque que não consigo ir para além desse sete miserável? Já tenho 50 anos e, pelo andar da carroça estou a ver que não consigo chegar ao 8.
Algum tempo atrás tive o sonho de adoptar uma criança, negra, de preferência. Mas, quis Deus que a minha vida desse uma cambalhota e esse projecto nem teve inicio (poderia dizer que, se não teve inicio nem sequer existiu, mas é falso porquanto o sonho tb faz parte da vida e esse foi vivido e mesmo sentido. Daí para cá essa ideia perdeu-se e com ela algum fulgor, apesar de estar sempre a pensar no tal 8 que me confortaria mais.
Contactei uma ONG de apoio social mas as dificuldades em ajudar são imensas. Isso, dificuldades em ajudar! Se o quisesse fazer teria de cumprir um programa que não consigo realizar sem prejudicar os mais próximos. Decididamente revoguei essa intenção e fiquei em stand by, por outras palavras, mastigando os problemas e prazeres mais comezinhos.
Eis que me pus a pensar e a elaborar um pequeno projecto de forma a poder dar algum contributo para a industria nacional e, por essa forma ajudar pequenas empresas estritamente portuguesas com produção ou incorporação fundamental para o emprego - julgo que todos aqueles que já passaram pelo desemprego percebem isto, os outros duvido - mas, até esse projecto vai lento, mais por culpa própria.
Finalmente, ontem, quando regressava a casa, com a radio europa/lisboa sintonizada, percebi nas palavras do Rodrigo Moreira Rato a aflição deste na resolução de um problema que, por si só, é o problema de de muitas pessoas, pobres e extremamente carenciadas que, porque Deus assim o quis, nasceram e vivem na Mauritânia.
Não vou descrever tudo o que ele disse mas, tão somente, passar a ideia base que tem a ver com a necessidade de se obterem receitas para a reparação de um camião que ele e alguns amigos levaram até aquele país com medicamentos, artigos de papelaria e escolares, que muita falta fazem na região e aos seus destinatários. Tal como ele disse, não que se sintam infelizes por os não terem, até porque, por falta de comparação (não têm Timberland's, Merrels, Gant, Ralph Loren, etc), esse sentimento quase não existe, mas, simplesmente porque são mesmo necessários, são o mínimo para a subsistência.
Este bloguito foi criado por mim à cerca de um ano e não lhe tenho dado a atenção que inicialmente julguei. É quase sempre assim e, por isso, não me recrimino. Contudo vou usa-lo para como num minúsculo contributo para a divulgação deste propósito, que esta gente, saindo da acomodação das suas casas e por dever ao se sentirem humanos, entenderam levar a cabo para sua e felicidade dos outros.
Vou já a http://apoiarmauritania@blogs.sapo.pt e dar o meu donativo.

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

7/7


O mundo em movimento. Curtas. Breves. 7 dias da semana.
1.A. O avião que caiu.
R. Quase parecia apocalíptico!
2.A. A gripe mexicana:
R. O local para começar a limpeza era bom, mas pq falhou ?
3.A. O Sócrates muda de discurso?
R. Não, de forma alguma, a mentira será sempre mentira
4.A. O Irão está à beira do colapso?
R. Quem está é o Ocidente.
5.A. Porque Moniz não se candidatou a presidente do Benfica:
R. Porque o Bettencourt lhe suplicou.
6.A. O estado português vai dispensar CR7 e Mourinho do pagamento de impostos e utiliza-los como contrapartida para grandes campanhas de venda do país?
R. Era boa ideia.
7.A. Se Portugal é um país de sol, praia e convidativo ao lazer porque não vêm mais turistas para cá?
R. A pata que os pôs.

terça-feira, 10 de Março de 2009

Capitalismo Tórrido


Recebi um texto sobre uma palestra dada por um determinado senhor a propósito do futuro. Posso resumir assim.
Estou proibido por mim mesmo de transcrever textos de outros ou mesmo de os analisar e comentar.
Na vida encontramos algumas prisões que, por princípios supostamente adquiridos e tidos como relevantes, temos de aceder. Então, fechado, enclausurado nesses virtualismos e purezas de concepção e gestação, tomei-me como ladrão e calei-me.
Mas não resisto a passar algumas partes do texto, mesmo sob pena de autocrítica e comiseração pessoal:
Kjell Nordström, o sueco doutorado em Economia, co-autor dos aclamados “Funky Business” e do mais recente “Karaoke Capitalism”, foi um dos três oradores convidados da conferência “Business Innovation in 2009: How innovation can lead you through challenging times”. Como já é seu hábito, o homem que rompe as regras do cinzentismo nos negócios, em literalmente todas as suas esferas, envolveu a audiência e obrigou-a a acompanhar o seu raciocínio rápido, inspirador e, muitas vezes, provocador. “O capitalismo não está com problemas, a General Motors é que está com problemas”, exemplificou, chamando a atenção para uma entrevista que David Attenborough, o famoso naturalista e apresentador de televisão, deu à BBC, na qual lhe foi questionado se estávamos a viver uma crise na Natureza [relativamente às alterações climáticas]. Na altura, Attenborough respondeu com firmeza: “Crise? Certamente que não. A Natureza não está com problema algum. A Humanidade é que está com problemas. Porque a Natureza muda!”.
A metáfora utilizada segue igualmente a mesma ordem de ideias da selecção natural proposta por Darwin e não só porque se celebra este ano o seu bicentenário. É que o capitalismo, visto como uma máquina poderosa e bem oleada, está a funcionar perfeitamente e limita-se a fazer uma triagem: os eficientes sobrevivem, os ineficientes perecem.
Para Nordström, “o capitalismo não é uma ideologia (ser-se democrata ou republicano, sim, obedece a questões ideológicas), mas sim uma ‘maquinaria’, que nos oferece uma mensagem: estamos rodeados de ineficiências e temos trabalho árduo pela frente”, afirma. Esta máquina não se limita a separar o trigo do joio, mas é ela também que confere a recompensa para aqueles que a merecem: é que no coração da máquina do capitalismo, existem duas “peças” - a criação de riqueza e a inovação - que basicamente se fundem numa só.
Contudo, existe um conjunto de forças que afectam esta máquina. E, para os que só pensam na crise e se esquecem que existe um enorme mundo para além dela, Nordström resume as tendências que marcam a nossa sociedade actual e que terão de ser levadas em conta para aqueles que não quiserem ser expulsos da engrenagem mecânica.
Tem alguma razão, este pensador sueco. Contudo gostaria que ele nos dissesse o que faz ao joio quando o separa do trigo ? tritura ? embala e enterra ? Nesta analogia o que devemos fazer com as pessoas que pelas mais diversas razões não estão suportadas por máquinas bem oleadas e a funcionar em pleno ?
É preciso ter cuidado com as analogias que deturpam e confundem o pensamento. Foi assim que Hitler começou, procurando separar o trigo do joio, e deu no que deu.
Sem querer ofender os seguidores de tais teorias e, mesmo, práticas capitalistas, deixo um aviso á navegação: ainda que o mar nunca acabe, as marés e os ventos mudam, existem saliências rochosas e icebergues nas melhores rotas e, para além dos perigos, o bom capitão não deve esquecer-se da sua tripulação pelo que deve ter armazenado no porão boa água, comida e demais artefactos que façam da coabitação a bordo um prazer e um sentido de vida. Ah ! Não esquecer, que demasiada exposição ao sol faz mal a todos. É, assim, a natureza.

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Postal Desilustrado


Exmº Sr. Primeiro Ministro
Escrevo-lhe este postal porque gostava que soubesse qual é a minha conta bancária e a forma como ganhei o dinheiro que tenho ou que já tive. Não que saber ? Não faz mal, mostarei a outras pessoas que estejam interessadas. A propósito, eu como cidadão deste país chamado Portugal gostaria de saber a sua, como tem ganho o seu dinheiro, a fortuna que já herdou. Não diz ? Porquê ? Mas, o Senhor tem obrigação de ter tudo clarinho como a água, tudo esclarecido ? Como ? Mas, o Senhor não é Primeiro Ministro ? Enganou-se ? Então em que ficamos ?
Decida-se e depois telefone: 912529104.
Cumprimentos
Luis de Matos
PS. Cumprimentos extensiveis ao seu tio.

Há FOME


A CRISE mundial está aí. Será melhor ou pior a partir de hoje ? Não se sabe?
Quais as previsões ? Porque não as divulgam ?
Na verdade o que podemos pensar de um mundo económico sustentável que deixava umas migalhas no prato do pobres e que, agora, na sua "aflição" pelos tostões perdidos, na avareza que sempre mostrou e pela qual é fácilmente identificável, decidiu guardar essas mesmas migalhas lá no baú, como se a sua sobrevivência dependesse delas? O que podemos pensar que poderá acontecer se não vemos chegar NADA às bocas de muitos milhões de pessoas. A catástofre está imente. Mas será um acontecimento que decorrerá paralelamente às nossas vidas ? Duvido, sériamente. No mundo as transversalidades são constantes e não é dificil encontrar situações comuns na sobrevivência das espécies que afecte simultâneamente um lagarto e uma andorinha, um cacto e uma tulipa, ou mesmo uma baleia e mais recondita especie de libelinhas. Essa transversalidade via tocar-nos segura e profundamente, e as consequências são imprevisiveis.
Porque não fazemos nada para alterar esta situação que se agrava a cada dia que passa ? Porque não estamnos alerta e monotorizamos o acontecimento? Ou, porque não nos é dado a conhecer o dia de amanhã ?
....
O Sol transformou-se num companheiro de luxo, enquanto a noite nos aterroza, deveras!

Politiquices globais


Ouvi, há poucos dias, que um responsável da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em Lisboa, tinha proferido algumas palavras a propósito da globalização tendo concluído, agora, que este movimento era em grande parte responsável pelo elevado indice de desemprego actual, a nivel mundial. PALAVRAS PARA QUÊ!
Quanta irresponsabilidade, direi ainda, quanta cretinice! Este, fez-me lembrar alguns dos nossos governantes a fazer o apelo da compreensão ao movimento de economia global, ao anti proteccionismo, à abertura total de fronteiras para gentes e mercadorias, ao anti xenofobismo, antes, pelo liberalismo absoluto, direi pela anarquia, esquecendo (ou não interessando) a necessidade de existência de regras. A quem servem estas gentes, estes governantes e muitos dos politicos portugueses? Será só estupidez e cretinice? A resposta é obvia, mas terá de ser sempre assim?
Estou certo que o OIT partiu de Lisboa mais esclarecido, mais consciente da necessidade de dotar de mais e melhor bom senso qualquer esquema politico e económico. Quantos aos governantes (ai Prof. Cavaco, como me lembro dos disparates que disse a este respeito....), esses ficaram por cá a enfatizar as capacidades de salvar as gentes, de contribuir activamente para resolver a crise (que eles criaram!).
Será que ainda há quem acredite neste modelo democrático? nestes politicos de meia tigela ? nestãs hienas personificadas ?
ah ah ah .... ah ah ah ....
Um dia mudará!

quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Visitas de homosexuais na prisão


De facto, estou impressionado com as preocupações dos portugueses! E, do mundo em geral! Chego até a pensar se não estarei a mais??
De facto, porque não podem os "maricas" ter visitas múltiplas nas prisões (desculpem o "preconceito", tão em desuso) ? De qualquer forma os ditos já têm tantas visitas internas que seriam apenas mais umas; nada que contribuisse sobremaneira para as estatisticas da SIDA, na gestão das prisões, ou que influisse na felicidade dos que o não são.
De facto, aparentemente, não há razão para que os presos homosexuais não possam ter a visita de outros homosexuais: doentes cá fora, doentes lá dentro. Qual é o problema?
Mas, claro, não deixa de ser uma questãozinha eleitoralista para lembrar aos doentinhos que a esquerda socialista está sempre com eles, mesmo na mais comesinha das coisas que atormentam esses seres descompensados, tendo em vista, em apoteose, o casamento de duas pessoas que já foram homens. O ditado é velho: grão a grão.... mas, neste caso é verdadeiramente miserável.
Ah! por favor, deixem de referir que se trata de algo entre pessoas do mesmo sexo. É descabido, porquanto se refere a homesexuais como se tratasse de heterosexuais. De facto, é necessário encontrar uma nova definição uma vez que um homosexual não é mais um homem ou uma mulher mas sim outro ser humano, portador de um pénis, caracteristica do ser homem, ou de uma vagina, caracteristica do ser mulher, mas cuja função (ou funções) não está mais enquadrada nestas categorias. Vamos a ver se chamamos "os bois" pelos nomes.
Nunca é de mais lembrar que os direitos humanos estão estabelecidos para os seres humanos, independentemente do sexo, cor e raça. Por isso mesmo, neste caso, a questão relativa a quem visita não deve ser sequer colocada. A questão a colocar é se um preso deve ter uma visita que proporcione sexo, não pelo sexo mas pelo estatuto do prisioneiro que, como o pp nome refere, está inibido da sua liberdade e consequenetemente daquilo que ela lhe poderia conferir. Tão sómente

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

TGV: Também gosto da Vanessa


Um tonto qualquer dizia, um destes dias, que Portugal não podia ficar fora da rede europeia de comboios de alta velocidade (TGV). Não explicou porque, ou melhor o argumento foi o habitual: "desenvolvimento".
Ah! como eu gosto de ouvir essa palavra. Que som! Analisando, pode sugerir-se que dese confunde-se com tese e, aí, o som conduz-nos para pensamentos ...; depois vem vol e vol é volvo, bom carro, conforto e segurança; vi é isso mesmo, atento, confirmativo; e mento até faz lembrar mentolitos que é optimo e estava mesmo a precisar.
Quer esta gente, defensora da construção de uma linha de alta velocidade e da aquisição de comboios, vulgo TGV, que a "gente" acredite que ligar Lisboa a Madrid (para não falr da ligação Lisboa - Porto .... arrepios!) tráz mais desenvolvimento. Que vale a pena hipotecar a capacidade de endividamento de uma geração num investimento destes?
Mas, como ? Os negociantes espanhóis e os pardieiros lusos vão deixar de andar de avião? deixam de dispender 2 horas no trajecto (tudo incluido) para passar a dispender 4 ou 5 horas? E, vão esses senhores pagar menos ? Então ?
Será no âmbito das mercadorias que vai haver mais valias ? Já sei: acabam-se os camionistas e os TIR deixam de fazer greves e chatear os governantes. É isso a estratégia é essa. Não haverá mais bloqueios e os camionistas podem regressar aos lares para darem total apoio às suas mulheres e filhos, por tempo indeterminado.
Bem, senão é por esta razão, então qual é ? Porque vamos ter TGV? Ajudem-me p.f.

Estamos à Escuta



Como foi possivel passar tanto tempo sem aqui vir? Talvez a coisa estivesse a correr melhor e o tempo faltasse? Talvez. Ou, talvez faltasse vontade de olhar ao espelho. Pois bem cá estou porque .... como sempre!

Hoje vai uma observação que julgo pertinente e relacionada com o tal poder jornalistico que por aí anda a espezinhar e a consumir os neurónios dos desencontrados, deles mesmos (jornalistas). Ah! não podia deixar passar esta.

Naturalmente, quando alguem da Igreja Católica fala, se debruça sobre qualquer tema, mesmo antes de se avaliar o interesse e a razão dessa observação, aparacem logo os detratores, quase sempre vindos de grupos de pessoas que, ou são da tal esquerda, afinal neo-liberal, ou são oriundos da desinteligência e o objectivo centra-se no ataque puro, ou são "historiadores" que passama vida a falar da Inquisição, ou são, mesmo, qualquer coisa, como se qualquer coisa fosse coisa alguma.
Na verdade, está na moda aceitar as diferenças como se elas igualizassem as pessoas e as tornassem melhores. De certa forma, neste caso, foi pena o Cardeal Patriarca da Igreja Católica Apostólica Romana não ter já definido que os católicos se deveriam casar apenas entre eles, o que facilitaria a vida a todos certamente. Afinal, não é o que esta classe de detractores pretende: facilidade! Por favor, não se metam no que não vos diz respeito; falem de homosexualidade, que acho, que gostam muito; falem de abortos e promovam-nos, que muito jeito daria; falem da mono parentalidade, e dos beneficios fiscais advientes; falem do capitalismo e critiquem-no amiúde, mesmo gostando de viver com ele e para ele; falem da Julia, do Moniz, das novelas, mas, agnósticos e ateus a falar de religião ? Não, por favor!
E, já agora, fale mais D. Policarpo porque a "gente" que o segue o ouve pouco, até parece ter vergonha de falar. Foi preciso ir para a Figueira, em ambiente de tertulia ? Fale já, ou vá falando, atire cá para fora tudo o que há para dizer e "borrife" nestes complexados, cheios de esperteza saloia, portadores de nada porque nada têm para dar na sociedade, na vida e na construção de um mundo melhor, anátemas, balofos!
Ora já se viu um peixe a casar e viver com um gato ?

segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

A festona dos meus anos !

O dia seguinte ao dos santos vem na senda do primeiro, ainda que deixe antever a possibilidade de lá se incluírem os menos santos e os estupores. É o dia de finados, ou seja, comemorativo da morte. Como tal, eu nasci nesse dia. Que cruz ! Bem, mas pior seria ter nascido no dia de Natal, pelo ofuscamento, dia 1 de Janeiro, pela ressaca, 1 de Abril, pela mentira, 25 de Abril, pela desgraça, 1 de Maio, pela canseira, 10 de Junho, pelos enganados, 13, de Junho, pelo nome e pela sardinha de que não sou grande apreciador, 15 de Agosto, pela desconhecimento e 5 de Outubro, porque, desse nem vale a pena falar. Isso, 2 de Novembro, fazendo jus à máxima de que enquanto uns morrem outros nascem (bem, é assim todos os dias, mas ...).
Neste dia, deste ano, a minha mulher e filhos preparam-me uma grande festa! Recepcionei cerca de 100 convidados, entre família e amigos. Estavam muitos, faltavam muitos, ainda, com muita pena!
Alguns dos convivas não os via há algum tempo, nada de anos nem de crescimento, apenas algum tempo, o suficiente para que esta festa também servisse para matar saudades. Muitos deles, aproveitaram a ocasião para se reverem, também, e fizeram disso alarido, o que me agrada bastante.
Neste que, como diz o poeta, foi o primeiro dia do resto da minha vida, estive entre familia e amigos, na melhor companhia.
Estiveram presentes eu, Beatriz, Joana, Carlota e Guilherme Costa Matos; o meu irmão João Pedro e os filhos Miguel, João e Inês, e Manuela Sanches Uva; a minha tia Virgina Costa Matos Mendonça (Tia Gina); os meus primos Luisa Costa Matos e o filho João (Palhinha); Armando Matos Mendonça (Bazé) e Angela; Maria José Mendonça (Zezica); Manuel Costa Matos (Manel) e Ana; José Manuel Costa Matos (Zé) e Ana; José Maria Mendonça, Celina e o filho João Maria; Rosarinho e Nuno Figueira; os meus primos José Manuel (Tio Zé Manel) com a mulher e o filho Filipe com a mulher; a minha sogra Maria Luisa Velho da Palma; os meus cunhados Miguel Velho da Palma, Luisa e os filhos Rita, Sofia e João; Madalena V. P. Reis Thomaz (Pinha) e os filhos Ana e o marido Pedro, Tiago e a mulher Tita, Mafalda e o marido Tózé; Manuel Velho da Palma e Adelina; Mafalda Velho da Palma e os filhos Madalena e Diogo Azevedo Coutinho; Tiago Velho da Palma, Teresa e os filhos António, Manel, Franscisco e Teresa; e muitos amigos cujos nomes coloco de forma aleatória: Mário Azevedo Gomes, Ana, António e Gustavo; João Lourenço e Ana; Carla, Pedro Ralha a minha afilhada Madalena e a Marta; Antonio Andrade; Luis Vidal, Zeca e as filhas Vera e Catarina; Paulo Jorge, Paula e o Francisco; Tópê e Ção; Pedro Bettencourt, Paula e o Francisco; Paulo Azevedo; Pedro Completo e Sila; Luis Lisboa e Tucha; Zé Oliveira Lima; Ana e Vasco Ferreira e os filhos Gonçalo e Inês; Sapo, Pititita e Rata Sepulveda da Fonseca; Amilcar, mulher e os filhos; Xuxa, Maria João e Mariana; Barbara; Raquel; Monica; Jorge Rosa Rodrigues e Mané;
Estiveram ausentes alguns que não puderam vir e outros que não pude convidar mas que fizeram questão de me telefonar e que muito agradeço.

Santos e santos à boa vida


O mês de Novembro começou com um dos mais efusivos dias do ano, o dia de todos-os-santos. Afinal, o dia dos que fazem bem e que não necessitam do reconhecimento a Santa Sé para ganharem um qualquer epíteto, uma cognome ou dia feriado. Pena é que não hajam por aí muitos santos. Problema de virtudes, onde fé, honra, moral, postura e educação estão postas um pouco à margem numa sociedade global onde o que conta é o lucro e a inevitável palavra "ter". TER tornou-se melhor do que SER, o que nos coloca a questão de ser melhor e, se assim não for, como chegámos a este ponto e como dele podemos sair.
Pano para mangas, como diz o ditado, e não o povo, que, afinal, muito pouco diz deste estado de coisas ou antes o reclama e apoia com a normal ignorância que o caracteriza. Verdade! Povo e ignorância foram sempre aliados fortes que jamais se desfazerão.
Pois, começou o mês com esse dia em que o povo, sem perceber bem porquê, compra florezinhas e, regra geral, faz a marchazinha que o dia seguinte reclama. São viagens anuais, ao campo da saudade (bonito nome que registei do cemitério de Lagoinha, Ceará, Brasil), quase sempre curtas porque os tempos já não são de idas à terra, ou a terra já não existe. São viagens sentidas, creio.
Nesse dia primeiro, o povo sai à rua, não para revolucionar e alterar o mundo, antes para o glorificar na dimensão que cada um o vê, quase sempre pequenino, atamancado na estupida ignorância, revisto no magazine dos céus!

quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

doutorlivro

Hoje dei o pontapé de saída num livro que gostava de partilhar. Uma experiência literária que gostava de ter com os meus amigos. Vamos a ver se pega em http://doutorlivro.blogspot.com/ ou cliquem em perfil e encontrarão os blogues relacionados.
Vamos lá, arrisquem !

terça-feira, 7 de Outubro de 2008

o senhor que se segue



Muito se tem falado ao longo dos últimos cem anos sobre os vários modelos económicos, suas virtudes e defeitos, blá,blá. Já por aí apareceu um tipo chamado Marx, outro Engel, e um ror de outros com mais ou menos simpatizantes profetizando soluções, apontando caminhos absolutos para a felicidade.

Na história recente da humanidade, houve um, e já faz alguns anos, que apontou o amor como razão única de existência e caminho único para essa felicidade, que se não esgota. Sobre ele já se fez e disse muito mais do que se haveria de fazer e dizer, especialmente porque não tinha que ser feito ou dito. Com certeza não terá sido o único iluminado, no sentido que a palavra se dirige. E, sobre ele recaem muitas suspeitas ou dificuldades de entendimento. O que ele disse, na génese, poderia ter sido dito por outro qualquer, e provavelmente até terá sido dito em outros locais e contextos, sem contudo tamanha repercussão. Aliás, seguramente que hoje muitos dirão, nas mais variadas línguas e situações. E fazer?

Não, não foi integralmente feito. Por isso, levantam-se questões como: Porque o homem do século XX acabou por pôr de lado as teorias contemporâneas de vida comunitária? Porque o homem moderno destes últimos anos não tem aproveitado a via apontada há cerca de 2.000 anos? Que busca este homem? Porque complica? Será uma tarefa gigantesca melhorar o que está feito? E, questões como estas não têm resposta?

Talvez não seja necessário apontar respostas, sugerir soluções. O mundo, as pessoas, encarregam-se de ir buscar essa via de uma forma qualquer, mesmo que o preço a pagar seja elevado.

Dessa forma podemos entender que a nova crise internacional, a crise do dinheiro, é mais um passo para essa via, não porque alguém perdeu mas porque volta a por a nu as fragilidades, as inconsequências, a inoperacionalidade estrutural, e evidentemente as necessidades de muitos grupos. Assim se caminha, tropeçando, abrindo feridas antigas e novas feridas. Rasgos num tecido frágil. E, o mundo assim irá, por mais alguns anos, até um ponto em que se renovará.

Aos que apontam o liberalismo como a causa, esquecem o falhanço do socialismo. Aos que apontam o capitalismo como a causa esquecem o falhanço do liberalismo e do socialismo, com todas as suas teorias igualitárias sustentadas em artificios inumanos. Sob todas as teorias está uma muito mais simples e o tempo joga a favor dela. Pode até prolongar-se a agonia, pode dizer-se que o sistema misto chinês será propulsor de novas tendências, ou que do seio da Europa irá surgir a consciência colectiva da harmonização.

Contudo lembremo-nos, também, que esta crise é a ultima das crises, aquela que vem depois da crise social, da crise da familia. Tudo parece indicar que essa consciência irá mexer noutro sentido, que está a borilar mudanças estruturais no pensamento, mesmo sem conseguirmos ver o que vem a seguir.
Nota: Prepositadamente as referências a Jesus Cristo estão escritas em letra minuscula e o nome dele nunca foi mencionado no texto.

sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

abuso de poder

Ontem dei inicio a uma nova comissão no âmbito da ANEIA, empresa onde trabalho. Nasceu a comissão da qualidade, que a par da comissão técnica e da direcção irá procurar uniformizar as melhores práticas nos centros de inspecção, e contribuirá seguramente para que a acreditação e certificação seja minuciosamente analisada e respeitada. Mas, isso são contas de outro rosário.
Escutei queixas e falaram-me de situações menos adequadas ao nível da inspecção da inspecção e a este nível da qualidade, foram apresentados alguns exemplos de situações de inconformidade por parte dos auditores do organismo de supervisão. Situações, por vezes, pouco abonatórias e de aspectos persecutórios como é timbre e característica intrínseca deste povo, sobretudo das tutelas ou dos orgão do poder.
Tal, levou-me a dar um exemplo, mais, uma experiência de vida que teve a ver com uma prisão, antes uma visita à esquadra, por abuso de poder.
Então, um dia, saia eu de um café, em Parede, quando me dirigia-me para o carro que tinha deixado à porta, bem estacionado, fui abordado por um policia. Queria ver os documentos e eu dei. Depois, questionou-me sobre a profissão ao que eu retorqui afirmando não ser minha obrigação prestar essa informação. Ela não consta de qualquer documento oficial, afirmei. A insistência permaneceu, até que, pressionado por algumas pessoas que estavam comigo acabei por dizer "cangalheiro". A reação não se fez esperar. Abrindo os olhos na vermelhidão das faces, acusou-me de estar "gozando", de o ofender. Contive-me e apenas esbocei um sorriso. Retorqui, dizendo que não, que alguém tem de ter a tarefa de enterrar os mortos e que essa me cabia. O homem policia, ainda com os meu b.i. na mão entrou no café e pediu para ligarem à esquadra mandando vir o carro, para me buscar. Como a viatura demorava, propus irmos a pé, o que ele acedeu. Uma vez na esquadra de policia, cerca de um quarto de hora depois de ter chegado, fui presente ao subchefe que pediu esclarecimento da situação. Apresentei a minha versão e a primeira coisa que este me perguntou foi pela verdadeira profissão. Desta vez fui eu que abri os olhos e ele com um sorriso disse-me que não era obrigatório responder mas que seria simpatico ele ter essa informação. Disse-lhe. Ele sorriu. Desde o principio que não acreditara que eu tivesse essa profissão, mas ao afirmar ser cangalheiro poder-se-ia estar a pensar que estava a "fazer pouco" do guarda Coixão. Rimos, definitivamente. Depois saiu e quando voltou pediu-me que pedisse desculpa ao guarda. Disse que o faria se ele aceitasse imediatamente uma reclamação pela actuação do referido guarda, o que seria designado por "abuso de poder". Ele recuou ligeiramente, e chamando o guarda ordenou-lhe que me cumprimentasse com um aperto de mão e que todo o embroglio "morria" ali. Depois do outro obedecer, apertou-me a mão e disse-me: "sabe, ele está aqui de castigo, se tem mais uma queixa será despedido .... o vinho, sabe"

Colher


Muitas colheres têm uma concavidade acentuada e, certamente nenhuma será chata. Logo as colheres estão livres de ser como algumas pessoas que conheço. A colher serve para muitas coisas. A sua utilidade mais conhecida é a de levar a sopa do prato à boca. Mais recentemente a colher também é utilizada como instrumento de apoio à engorda e, disso são alguns doces os seus melhores testemunho. Nos liquidos a colher tem também uma palavra a dizer, e, se o chá a evita com algum desdém, no café ela é quase obrigatória. A colher também é utilizada na fraseologia comum, em jeito de ditado popular, de que destaco a mais usada " entre marido e mulher não metas a colher". Procurei o seu sentido etimológico e não encontrei. Estou convicto que surge da palavra colher (colhêr), de juntar uma porção. Bem, mas isso fica para quem sabe.
Contudo o ditado já referenciado, deixou-me nas antenas um fio condutor de palermice que me levou até S. Bento. Aí promete-se meter a colher entre marido e marido, coisas novas, novas tendências no sentido aberrativo, do contra natura. Mas está na moda e, certamente, surgirá um ditado assim: "entre boa paneleiragem, faz boa viagem"; ou mais comedido, assim: "entre briga de bichas, que não se metam os rabichas". De qualquer forma, a sabedoria popular saberá acrescentar e trazer novidades a respeito (e com respeito!).

Como o texto não pode ficar carregado de tão ignóbeis propósitos, houve que procurar dar mais relevo à colher. Houve, de facto, um tempo em que a colher foi bem mais útil, se nos lembrarmos dos nossos antepassados romanos que em determinada altura deixaram de usar faca e garfo passando a usar exclusivamente colher. E, só mais tarde, durante a Idade Média, a colher voltou a ter a grande companhia da faca, primeiro, quando a maioria das pessoas comia com os dedos, ou pegava a comida com pedaços de pão amolecido, e finalmente quando os homens espetavam os bocados mais apetitosos nas pontas da faca que traziam para o jantar, não para que servissem de armas, mas para cavalheirescamente cortar a carne servida às suas companhias femininas. Nesse período, só no Império Bizantino se usava o garfo. E, já o seculo XII tinha passado, quando, primeiro em Itália e mais tarde no resto da Europa, a colher voltou a ter a companhia da faca e do garfo, este ultimo considerado afeminado.

Mas a colher, como assunto, não se esgota nas suas aplicações, nos ditados ou analogias, e escrever um pouco sobre ela é bastante redutor. A colher leva-nos para um outro mundo muito mais interessante e complexo, para o patamar do entendivel, do conhecimento, dos sentidos. Satirizando ou não ela leva-nos ao conhecimento de nós próprios bastando, para isso, analisar a forma como a utilizamos. E, isto "tem pano para mangas" !

PS. Colher pode traduzir-se em inglês para Spoon (Spoon é uma banda indie americana originária de Austin, Texas).



segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Recordando M. A.


Dentro daquele princípio, que perfilho, de que devemos festejar cada dia, a nossa passagem, a aprendizagem, o conhecimento, a amizade, que em cada dia devemos sorrir um pouco mais, que devemos sentir o sol e a influência das outras estrelas, e nelas podem contar-se as nossas mulheres ou todos aqueles que amamos, dentro desse principio, que perfilho descaradamente, hoje sinto que deveria festejar sobre o que ouvi de Machado de Assis. De facto, não sou grande leitor desse mestre, e confesso já nem me lembrar do que escreveu sob auspícios de sublime e mestria. Recordo a critica a Eça e a semelhança da intenção, não muito diferente desta. Recordo muito pouco mesmo e dou conta disso com a vergonha que a situação requer, não porque me envolva em qualquer altruísmo literário, mas apenas porque sendo um apaixonado por Eça não o conheci no espelho, mesmo sendo fosco. Viva, então, M.A. e que dele se continue a orgulhar a nação brasileira, desse filho de mestiço afro e de portuguesa de fraca linhagem, capaz de a enobrecer por cima e na amplitude da qualidade da sua obra. Prometo voltar à liça com o tema.

Para saber e conhecer melhor a história do escritor aceda a:


ou

Machado de Assis(1839-1908)
Joaquim Maria Machado de Assis Poeta, romancista, novelista, contista, cronista, dramaturgo, ensaísta e crítico, nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, em 21/06/1839 e 29/09/1908. A sua obra tem raízes nas tradições da cultura europeia e transcende a influência das escolas literárias nacionais, brasileiras. Filho de um pintor de casas mestiço de negro e português, após a morte da mãe, portuguesa, foi criado pela madrasta, também mestiça. Adoentado, epiléptico, gago e de figura trivial, encontrou emprego como aprendiz de tipógrafo aos 17 anos de idade, começando a escrever durante seu tempo livre. Em breve, começou a publicar obras românticas. Colaborou regularmente na imprensa do Rio de Janeiro. A sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu seu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é subtil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste dos seus contemporâneos. A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.

sábado, 27 de Setembro de 2008

Haverá dúvida ?

Não tenho procuração para criar textos negativos ou indutores de má auto-estima, capazes de se tornarem em mais uma pequena erva daninha nas milhentas que em nada servem a humanidade. Muito menos para mim próprio ou para os meus parcos e pacientes leitores. Mas:
- Não há dúvida de que a sociedade universal está a andar a um ritmo demasiado acelerado. E, não foi preciso buscar essa ideia da crise financeira mundial, na crise petrolífera e especulativa, ou na falta de oportunidades que este país não oferece, basta ver o ritmo da decadência.
- Não há dúvida que, do ponto de vista profissional a estabilidade terminou (se alguma vez existiu ?), e de que o que é não é. Também, aqui a decadência está presente, o que é fácil constatar não só pelo significativo aumento do desemprego, mas especialmente pela incapacidade de, com os mais que muitos meios disponíveis, o mundo "desenvolvido" deixar escapar a oportunidade de tornar o outro mundo, à sua volta, mais parecido consigo próprio e por conseguinte mais agradável de viver e conviver. Que falhanço!
- Não há duvida, igualmente, de que o mundo dos negócios, da criação e da verdadeira distribuição sustentada no todo e nas partes, já foi. Vale o preço, ou a capacidade de distribuição massiva e a influência nos mercados. Ao nível local, quase sempre este aspecto reveste-se de avanços e recuos, sendo os segundos mais significativos do ponto de vista qualitativo, e mesmo quantitativo. Até o marketing perdeu o encanto!
- Não há dúvida que do ponto de vista social, a sociedade está mais frágil no seu todo, mais desligada e egoísta, menos fraterna e solidária, ao mesmo tempo que se percebe que muito rapidamente caminha para a desintegração ao estilo decadente de impérios antigos. Vive-se o dia a dia como se fosse o ultimo dia, e raros são os gestos de amor pelo próximo, de partilha descomprometida, e a liberdade começa a ficar ameaçada. Verdade.
- Não há dúvida que no ciclo de vida deste produto, que é o homem, inquestionavelmente, a curva é descendente e está mais acentuada do que seria de prever, mesmo mais do que a do Persil. Como se tornou impossível prever o dia de amanhã? Incrível.

sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Educação ou Clientelismo


No escrito anterior abordei a questão dos portáteis que o governo, em boa hora, negocio ao preço da "uva mijona" e do bluff que se verifica com os custos das redes de ligação à Internet. E, não me parece que haja muito mais a dizer sobre o assunto, até porque alguns comentários já completaram a ideia. No entanto, voltei ao tema, de forma ligeira, para acrescentar que, a ser verdade, esta paixão pela educação, estes 40 milhões que dizem (o Governo) estar a despender para tornar as crianças portuguesas mais desenvolvidas e em contacto célere com o mundo exterior, esta atitude só poderá ser louvável. Mais, que Sócrates fique recordado de forma efémera por ter sido o chefe de governo que mais fez por isso (depois de Salazar, talvez!), e se puder e quiser que essa recordação nos pasme a todos pela preserverança e bom desempenho dessa missão; e se conseguir arrastar com ele para a eternidade mais dois ou três nomes, a ministra, o financeiro e, sei lá, mais um ou dois dos que têm andando "em campanha" pelo país; então, que nos leve a todos por "idiotas" e nos compense da tirania da "construção civil". Bem haja Sócrates, se a opção de bem fazer for essa ao invés da megalomania e do servilismo.

segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

robin distribui portáteis

Quando se escreve num blogue pensa-se imediatamente no comprometimento que existe entre o escritor, o silêncio e os poucos que têm a pachorra de ler o que lá ficou registado.
Ao decorrer estes pensamentos temos inclinação, natural, para comentar factos comuns e explanar ideias de melhoramento para a tosse e a constipação e, se assim não for, ficamos em divida para com o leitor (mesmo que para nós próprios), ou, então, recorremos do exercício de escrita sobre algo pouco ou nada comentado, o que, também, é algo difícil, na medida em que se não houve muito para escrever até agora não será agora possível de escrever com elevado interesse. Arrisco falar de algo pouco falado, especialmente na perspectiva que apresento, porque de nada já muito se tem dito.
Assim, refiro-me ao negócio efectuado entre o governo, as operadoras de telemóveis e alguns fornecedores de hardware ao nível do que designamos por pc portáteis, e do qual resultou a oferta destes pc's e respectiva ligação à net para os jovens frequentadores do 3º ciclo liceal, ou seja do 10º, 11º e 12º anos a preços comedidos numa estratégia muito a propósito com vista ao consequente aumento cultural dos jovens portugueses. E, só para dizer o seguinte:
1º - o portátil fica aos pais desses jovens por 150 euros, o que é manifestamente agradável;
2º - a ligação à Internet fica por cerca de 30 euros mês com acessibilidade a apenas 1 giga, ou seja, quase nada para quem pretende utilizar o tal portátil em algumas pesquisas ou trabalhos um pouco mais elaborados;´
3º- o contrato com a operadora é de 3 anos;
4º - se o jovem ultrapassar o tal giga, a conta começa a subir e se fizer meia dúzia de download's trepa por aí acima sem cessar, podendo chegar sem problemas aos 60, 70 e mais euros;
5º - a verificar-se o mais comum e descrito nos pontos anteriores, o mais certo é esta facilidade ultrapassar os 2.000 euros em 3 anos;
Comentário final: Grande negócio para todos, excepto para os pais dos jovens !

terça-feira, 16 de Setembro de 2008

curtas - jornalistas II

Com o direito a crítica passado em diploma, muitos dos jornalistas portugueses sofrem do sindrome de classe. Ser como os outros são, os mestres, os que passaram a revolução dos cravos, os que acompanharam presidentes em viagens de malabaristas e artesãos, os que de uma forma qualquer ganharam esse estatuto, alguns deles, infelizamente, tão pouco conseguem disfarçar a pena que têm deles próprios e simulam desejos de suicídio que sempre ficam no tinteiro, é o fim velado de cada um ou quase todos.
Será constactação de factos ou pura injustiça ? Na verdade, num blogue mudo pouco importa.