Custo de Vida


Hei Hei.
Fui de férias! Pois, fui ?
Fui branquear parte dos neurónios. Só parte. Com o melhor dos branqueadores, o mar, a natureza, numa palavra a visão. Claro que adicionei outros aditivos, como o silêncio e a amizade.
Nesta terça parte do mês de Agosto fui à Suécia. Desembarquei em Estocolmo e, em menos de 24 horas estava a navegar pelo quase infinito arquipélago, a caminho de Gotland, dois dias de viagens à vela, quando o vento ajuda.
Depois de um dia entre lagos e canais, com comportas à mistura, surge o Báltico, um imenso lago cuja profundidade, naquelas bandas, não ultrapassa os 150 metros. Escuro, cheio de lodo, este mar pouco mais oferece do que bacalhau, maravilhoso prato da cozinha tradicional portuguesa. Por lá, nem ve-lo.
A paisagem era conhecida de outras viajens, e tirando a ilha, e concretamente a bela, medieval e antiga Visby, e a companhia do capitão Afonso, o que melhor tirei da viagem foi exactamente a marca deste novo branqueador: mar.
Nas noites passadas a bordo surgem sempre pensamentos, diferentes, certos e erróneos. Não é sobre eles que hoje escrevo, mas sim sobre a experiencia bem terrena de pagar menos para comer na Suécia do que em Portugal.
Pois, é!. Seja no supermercado ou restaurante, o valor dispendido por produtos e serviços semelhantes é inferior a norte do que a sul.
Um bom bife em Visby numa esplanada de uma das principais ruas da cidade, regado com uma apreciavel cerveja, lager, e concluido com um precioso chá Persian Grey, não foi além dos 8, 5 euros. Outro exemplo, a atracagem ficou por 15 euros diários com direito a tudo. Um bilhete de ópera tinha o preço fixo de 18 euros e um saboroso gelado italiano de nata e café não passa dos 2,3 euros. Ah!, o concerto foi grátis e o valor das vistas dependia do local: na rua, era oferta de sua majestade, mas nos pub's um whiskey já podia valer entre 5 e 10 euros.
De uma coisa garanto-vos, vale a pena lá ir. Por tudo isto, e até para esquecer.
Bom trabalho.

Comentários

Anónimo disse…
Não se apoquentem portugueses porque podem beber um Whisky por 7€ no "Sacha" e apreciar as tias, que entram à borla, com o seu guarda roupas emprestado.
Luis Costa Matos disse…
Impossivel ficar indiferente a este comentário: o blend português está reflectido de forma sumária.
Claro, sempre a questão de dentro ou de fora e, por vezes dentro e fora que quase sempre é bem melhor.
Contudo não estará esse uisque marado ? Pergunto só porque me parece que as maradas das tias babadas de filhos e netos trajados entre etiquetas de lojas sobejamente publicitadas, chamuscadas, de horas passadas em solários, besuntadas de cremes adiposos de cenoura e leite de côco, que se se sentem sublimemente superiores quando se misturam com a sovaqueira perfumada da plebe musculada, dos tops, dos vestidinhos curtos, dos bigodes rapados, das pochetes de lantejoulas, sim, essas maradas trocaram (????) umas férias relaxadas na meia praia por um banho de falso blazet entre sachas e rodrigos (não os algarvios, que esses são geralmente muito bons) de forma a vislumbrarem a hipotese de aparecerem na lux ou na nova gente, de pé, encostando os joelhinhos juntinhas ao evaristo ou entre apresentadores de televisão inchados de fama baloiçando a chavinha negra do audi silver ou noir que se apresenta a fazer piscinas na rocha entre buzinadelas e gritinhos de chega para lá. Olha, só uma palavra para o "sacha": Tchanan !

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