Educação ou Clientelismo

No escrito anterior abordei a questão dos portáteis que o governo, em boa hora, negocio ao preço da "uva mijona" e do bluff que se verifica com os custos das redes de ligação à Internet. E, não me parece que haja muito mais a dizer sobre o assunto, até porque alguns comentários já completaram a ideia. No entanto, voltei ao tema, de forma ligeira, para acrescentar que, a ser verdade, esta paixão pela educação, estes 40 milhões que dizem (o Governo) estar a despender para tornar as crianças portuguesas mais desenvolvidas e em contacto célere com o mundo exterior, esta atitude só poderá ser louvável. Mais, que Sócrates fique recordado de forma efémera por ter sido o chefe de governo que mais fez por isso (depois de Salazar, talvez!), e se puder e quiser que essa recordação nos pasme a todos pela preserverança e bom desempenho dessa missão; e se conseguir arrastar com ele para a eternidade mais dois ou três nomes, a ministra, o financeiro e, sei lá, mais um ou dois dos que têm andando "em campanha" pelo país; então, que nos leve a todos por "idiotas" e nos compense da tirania da "construção civil". Bem haja Sócrates, se a opção de bem fazer for essa ao invés da megalomania e do servilismo.
Comentários
O seu trabalho num grande número de sectores incluindo com especial menção os sectores das finanças e negócios estrangeiros tem sido uma dádiva para o país que já há muito precisava de tal empenho.
Julgo que existem varias falhas no governo do Engº. Na área da educação, temos em principal destaque a avaliação dos professores que veio trazer ao governo uma maneira de quase 'falsificar' as notas dos alunos autorizando a inflação de notas em troco duma avaliação positiva do professor e, presume-se, a sua ascensão na sua carreira. No entanto, este sistema, como é claro, não funciona. As grandes diversidades nas capacidades e vontades de aprendizagem dos alunos cujos muitas vezes a) não estão interessados nos estudos por 'x' razão ou b) são arrastados pelo comportamento deplorável dos seus colegas a seguir igualmente má conduta ou c) tentam deveras fazer o seu melhor mas em vão pois os professores em vez de ensinarem têm que se limitar a ajudar, calar ou disciplinar os elos mais fracos das aulas, que com comportamentos inaceitáveis não só tornam os esforços do docente em vão mas também do aluno trabalhador. É portanto reconhecível, se se enfrentar a realidade escolar que se encontra na maioria das escolas deste país, que os métodos usados para avaliar os professores cuja equação nos transmite a ideia de que o professor é totalmente responsável pela aprendizagem do aluno e não também a família e claro, ele próprio; são errados.
Existem muitos outros elementos do governo que posso criticar no entanto, julgo que é essencial o cidadão culto e informado criticar o ministério do paupérrimo do iberista Mário Lino. Acrescento já que não gosto do Sr. Ministro. Sim, é em parte pelo facto dele ser iberista. É também em parte, e isto com grande peso na minha visão do homem, o que o homem tem feito ao país com as suas grandes ambições em termos de obras públicas. Ora, vamos ver:
Temos o TGV. Para quê que precisamos daquilo? As varias paragens deste comboio a alta-velocidade impedem que ele alguma vez atinja a sua máxima velocidade. Se formos ver em relatório geral, o Governo está a fazer esse retrocesso no processo da regularização orçamental para quê? Para investir num comboio a alta-velocidade que jamais a atingirá. Sinceramente, é triste.
O aeroporto de Lisboa acho que é um investimento importante de se fazer em certos aspectos. No entanto, por quê agora? Por quê a pressa desnecessária em construir um aeroporto para substituir o da Portela quando o da Portela nunca preenche todos os seus 'slots' para aviões, quando na Portela nunca existe fila para atracar aviões ao contrário dos outros países onde se chega a esperar vários minutos a bordo à espera que um lugar fique livre para o nosso avião 'estacionar'. Em vez de investir desmesuradamente nestas obras de momento supérfluas, é um insulto para aquelas áreas do país que estão há muito em recessão. Para a educação que não precisa só do 'facelift' e da ligeira reforma feita até agora mas que precisa de mais e melhor ensino para que os nossos jovens estejam prontos para competir num mercado internacional cada vez mais competitivo e para integrar numa sociedade culta e educado onde todos os Portugueses saibam quem os representa e saiba os contactar de modo a tentar tornar Portugal deveras numa democracia. Para a saúde que está cada vez mais ineficiente, onde vários Portugueses necessitam já de seguros, da famosa 'caixa' e os médicos, dos acordos de modo a poderem ser tratados e os médicos terem gente para tratar.
Na áreas científica onde, devido à grave falta de fundos adequados, Portugal desacelera, viajando devagar que nem um caracol quando o resto do mundo nos ultrapassa à velocidade da luz com tecnologia espacial para já mais dois países que já lançaram satélites para o espaço (a Índia e a China).
Na área do ensino superior, onde cada vez mais os Portugueses que podem, fogem para o estrangeiro para estudar e nunca mais voltam, rendendo a outros países seu trabalho e pondo Portugal numa desvantagem com grande falta de trabalhadores qualificados.
Na área militar e de política externa, onde Portugal se acobarda, perdendo partes importantes da sua cultura a um desleixo brasileiro e parte da sua soberania a tais instituições supranacionais como a União Europeia, e não investindo na segurança dos nossos filhos neste mundo cheio de conflitos, evitando guerras como a guerra do Iraque onde uma possível retirada antecipada das forças americanas podem trazer graves repercussões para a região onde terroristas podem à vontade recrutar jovens iraquianos ressentidos com o estrago da guerra fútil que foi essa. No Afeganistão, onde forças terroristas e talibans continuam a oprimir grande parte do país afegão e a restringir as liberdades civis dos povos. No Kosovo, na Geórgia, na Chéchénia, na Somália, em Marrocos e demais sítios onde existem facções separatistas que, possivelmente com razões legítimas, tentam alcançar a independência. Para esses países, especialmente aqueles que têm independência 'de facto' é necessário ajudar de modo a evitar possíveis genocídios e garantir o bem-estar da população geral. É preciso evitar grandes estratégias de política externa e avaliar as razões pelas quais estas facções pedem a independência, verificar se estas são legítimas e como foi feito com o caso do Kosovo, acompanhar a tomada de independência do país verificando que estes novos 'estados' estão a seguir um rumo estável e democrata. É preciso expandir a rede de embaixadas em Portugal, tomando a iniciativa de cimentar relações com países cujos os Estados Unidos podem não se relacionar tão bem com, mas que no entanto, a União Europeia e os seus membros também estão a tentar cimentar relações com. Penso que é fundamental o diálogo aberto e constructivo entre os líderes do mundo de modo a que os dilemas do mundo moderno sejam resolvidos sem ser necessário recorrer à violência e à guerra quando não são claramente necessários.
É precise em termos de segurança nacional, reforçar as forças de segurança pública. É preciso avaliar a eficácia da Guarda Nacional Republicana e tomar decisões quanto há criação duma coligação forte entre todas as forças policias de modo a que a comunicação impere. O serviço publico tem que ser uma profissão que tem que ser respeitada. Por esta razão tem de ser mudada a lei penal de modo contrário ao que este governo fez castigando com grande severidade criminosos, homicidas e outros tais como aqueles que tomaram reféns naquela agência do BES há algum tempo atrás e não deixar tais como eles sair porta fora dos tribunais 'com termo de identidade e residência' prontos para atacar de novo e de novo ferir a comunidade frágil que tentamos construir.
Também em termos de cultura, é preciso haver mais e melhor apoio à cultura em Portugal promovendo e disponibilizando à sociedade todo um meio por onde ela se pode expressar.
É preciso premiar a inovação e proteger as pequenas e médias empresas, os agricultores e os trabalhadores e empregadores do sector primário e secundário cujo trabalho mais ou menos estável proporcionou no passado uma plataforma para o país crescer.
Embora tenha decorrido sobre estes temas com certa profundidade e de de maneira bastante prolongada, espero que tenha servido de algum entretenimento para alguém que por aqui passar e se aventurar a ler a minha pequena dissertação.