TGV: Também gosto da Vanessa


Um tonto qualquer dizia, um destes dias, que Portugal não podia ficar fora da rede europeia de comboios de alta velocidade (TGV). Não explicou porque, ou melhor o argumento foi o habitual: "desenvolvimento".
Ah! como eu gosto de ouvir essa palavra. Que som! Analisando, pode sugerir-se que dese confunde-se com tese e, aí, o som conduz-nos para pensamentos ...; depois vem vol e vol é volvo, bom carro, conforto e segurança; vi é isso mesmo, atento, confirmativo; e mento até faz lembrar mentolitos que é optimo e estava mesmo a precisar.
Quer esta gente, defensora da construção de uma linha de alta velocidade e da aquisição de comboios, vulgo TGV, que a "gente" acredite que ligar Lisboa a Madrid (para não falr da ligação Lisboa - Porto .... arrepios!) tráz mais desenvolvimento. Que vale a pena hipotecar a capacidade de endividamento de uma geração num investimento destes?
Mas, como ? Os negociantes espanhóis e os pardieiros lusos vão deixar de andar de avião? deixam de dispender 2 horas no trajecto (tudo incluido) para passar a dispender 4 ou 5 horas? E, vão esses senhores pagar menos ? Então ?
Será no âmbito das mercadorias que vai haver mais valias ? Já sei: acabam-se os camionistas e os TIR deixam de fazer greves e chatear os governantes. É isso a estratégia é essa. Não haverá mais bloqueios e os camionistas podem regressar aos lares para darem total apoio às suas mulheres e filhos, por tempo indeterminado.
Bem, senão é por esta razão, então qual é ? Porque vamos ter TGV? Ajudem-me p.f.

Comentários

Estou em plena concordância com as ideias proferidas neste post.
Está muito bem dito; está muito bem analisado. Portugal, tendo entrado 150 anos atrasado ao "desenvolvimento" ainda tem muito que tem que fazer antes de poder se envolver em TGVs e novos aeroportos.
Dêmos graças ao tão amado Salazar e aos grandes senhores da primeira républica (como Bernardino Machado e Teófilo Braga, só para dar alguns exemplos).

"Rápido e bem, não há quem"...

Se ao menos Portugal ouvisse esse ditado de vez em quando; e usasse-o para fazer como pede o Vice-Presidente da Bancada Socialista; tirar de lá o porco do Lino; se calhar ainda melhoravam as coisas.
Mas hoú! Se minhas esperanças fossem sangue, podia-se fazer sangria dela.

Falta tanto do prometido; vivemos em crise; e preocupam-se com casamentos entre homosexuais?! E logo sem referendo!

Ai Cristo! Salva-nos!
Luis Costa Matos disse…
MIguel, é isso! Estou contigo. É bom lembrar esses proverbios sempre tão actuais: "depressa e bem não há quem". Quanto ao Lino, deixa lá, pois ele tem os dias contados. Bem, mas que é louco é!

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