Estamos à Escuta



Como foi possivel passar tanto tempo sem aqui vir? Talvez a coisa estivesse a correr melhor e o tempo faltasse? Talvez. Ou, talvez faltasse vontade de olhar ao espelho. Pois bem cá estou porque .... como sempre!

Hoje vai uma observação que julgo pertinente e relacionada com o tal poder jornalistico que por aí anda a espezinhar e a consumir os neurónios dos desencontrados, deles mesmos (jornalistas). Ah! não podia deixar passar esta.

Naturalmente, quando alguem da Igreja Católica fala, se debruça sobre qualquer tema, mesmo antes de se avaliar o interesse e a razão dessa observação, aparacem logo os detratores, quase sempre vindos de grupos de pessoas que, ou são da tal esquerda, afinal neo-liberal, ou são oriundos da desinteligência e o objectivo centra-se no ataque puro, ou são "historiadores" que passama vida a falar da Inquisição, ou são, mesmo, qualquer coisa, como se qualquer coisa fosse coisa alguma.
Na verdade, está na moda aceitar as diferenças como se elas igualizassem as pessoas e as tornassem melhores. De certa forma, neste caso, foi pena o Cardeal Patriarca da Igreja Católica Apostólica Romana não ter já definido que os católicos se deveriam casar apenas entre eles, o que facilitaria a vida a todos certamente. Afinal, não é o que esta classe de detractores pretende: facilidade! Por favor, não se metam no que não vos diz respeito; falem de homosexualidade, que acho, que gostam muito; falem de abortos e promovam-nos, que muito jeito daria; falem da mono parentalidade, e dos beneficios fiscais advientes; falem do capitalismo e critiquem-no amiúde, mesmo gostando de viver com ele e para ele; falem da Julia, do Moniz, das novelas, mas, agnósticos e ateus a falar de religião ? Não, por favor!
E, já agora, fale mais D. Policarpo porque a "gente" que o segue o ouve pouco, até parece ter vergonha de falar. Foi preciso ir para a Figueira, em ambiente de tertulia ? Fale já, ou vá falando, atire cá para fora tudo o que há para dizer e "borrife" nestes complexados, cheios de esperteza saloia, portadores de nada porque nada têm para dar na sociedade, na vida e na construção de um mundo melhor, anátemas, balofos!
Ora já se viu um peixe a casar e viver com um gato ?

Comentários

Bom, bom. Estámos à escuta? Estamos. Opomo-nos à facilitação duma vida imoral? Opomo-nos. Opomo-nos ao conflicto religioso que gerou o desaire da Primeira Républica? Opomo-nos.
Temos cautela? Temos. Ou melhor, deveriamos ter. Deviamos ter cautela com eles mas também com as nossas palavras.
Este joginho da troca de insultos e de competências, é muito giro. Gosto muito, até tem a sua graçita. Mas em nada altera a situação de crise que se vive neste país. Pelo menos para melhor; porque, para pior, já é o percurso de evolução natural dela.

É pena que se viva neste Portugal sem empenho na verdadeira esquerda, na verdadeira direita; que são, nada mais, nada menos que o centro.
Que saudades do Sá Carneiro e do Freitas do Amaral! Centristas veros e honestos. Trabalhadores. E já agora do Amaro da Costa.
Mas foram assassinados, chacinados o primeiro e o último; e o terceiro, sofre da coluna.
Esses homens, sim, de centro; responsáveis, democráticos, moderados sabiam, pelo pragmatismo e pelo diálogo establecer as necessárias ligações e discussões que tornavam a Democracia Portuguesa semi-funcional (comparada com o desastre de Democracia a que chamamos esta 'Républica' em que vivemos.)
Bom, mas acabando com essa nostalgia; e concentrando-nos no presente e no futuro; temos que exprimir - ou melhor, tenho, porque o 'bloguista' não concorda que é do extremo - uma enorme pena que já não exista pessoa em Portugal que saiba conciliar e dialogar de forma moderada e democrática. É uma reflexão triste, mas vera. E encaixa perfeitinha neste blogue.

Larguem lá as ideias extremistas: tanto os fervorosos que serão castigados por, com tanto amor, terem disseminado o ódio e dando-lhe as ferramentas para crescer entre os homens; como também, os pobres de espírito que, como os fervorosos, fecharam os olhos e adoptaram a cegueira; recusando uma vida melhor e mais feliz; optando por um teimosismo e uma isolação perigoso para a democracia.

Infelizmente, as cegueiras de ambos parecem já não ter cura. Os fervorosos já pedem regressão de volta às cruzadas e a expansão cristã; e os extremistas concentram o poder em sua volta - com maçons reinando no Gabinete do Primeiro Ministro e no Secretariado Geral da Juventude Socialista.

Se ao menos tentassem o diálogo e o respeito mútuo, se calhar poderia-se chegar a algum lado; mas nem isso...

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