o senhor que se segue

Muito se tem falado ao longo dos últimos cem anos sobre os vários modelos económicos, suas virtudes e defeitos, blá,blá. Já por aí apareceu um tipo chamado Marx, outro Engel, e um ror de outros com mais ou menos simpatizantes profetizando soluções, apontando caminhos absolutos para a felicidade.
Na história recente da humanidade, houve um, e já faz alguns anos, que apontou o amor como razão única de existência e caminho único para essa felicidade, que se não esgota. Sobre ele já se fez e disse muito mais do que se haveria de fazer e dizer, especialmente porque não tinha que ser feito ou dito. Com certeza não terá sido o único iluminado, no sentido que a palavra se dirige. E, sobre ele recaem muitas suspeitas ou dificuldades de entendimento. O que ele disse, na génese, poderia ter sido dito por outro qualquer, e provavelmente até terá sido dito em outros locais e contextos, sem contudo tamanha repercussão. Aliás, seguramente que hoje muitos dirão, nas mais variadas línguas e situações. E fazer?
Não, não foi integralmente feito. Por isso, levantam-se questões como: Porque o homem do século XX acabou por pôr de lado as teorias contemporâneas de vida comunitária? Porque o homem moderno destes últimos anos não tem aproveitado a via apontada há cerca de 2.000 anos? Que busca este homem? Porque complica? Será uma tarefa gigantesca melhorar o que está feito? E, questões como estas não têm resposta?
Talvez não seja necessário apontar respostas, sugerir soluções. O mundo, as pessoas, encarregam-se de ir buscar essa via de uma forma qualquer, mesmo que o preço a pagar seja elevado.
Dessa forma podemos entender que a nova crise internacional, a crise do dinheiro, é mais um passo para essa via, não porque alguém perdeu mas porque volta a por a nu as fragilidades, as inconsequências, a inoperacionalidade estrutural, e evidentemente as necessidades de muitos grupos. Assim se caminha, tropeçando, abrindo feridas antigas e novas feridas. Rasgos num tecido frágil. E, o mundo assim irá, por mais alguns anos, até um ponto em que se renovará.
Aos que apontam o liberalismo como a causa, esquecem o falhanço do socialismo. Aos que apontam o capitalismo como a causa esquecem o falhanço do liberalismo e do socialismo, com todas as suas teorias igualitárias sustentadas em artificios inumanos. Sob todas as teorias está uma muito mais simples e o tempo joga a favor dela. Pode até prolongar-se a agonia, pode dizer-se que o sistema misto chinês será propulsor de novas tendências, ou que do seio da Europa irá surgir a consciência colectiva da harmonização.
Contudo lembremo-nos, também, que esta crise é a ultima das crises, aquela que vem depois da crise social, da crise da familia. Tudo parece indicar que essa consciência irá mexer noutro sentido, que está a borilar mudanças estruturais no pensamento, mesmo sem conseguirmos ver o que vem a seguir.
Nota: Prepositadamente as referências a Jesus Cristo estão escritas em letra minuscula e o nome dele nunca foi mencionado no texto.
Comentários