abuso de poder

Ontem dei inicio a uma nova comissão no âmbito da ANEIA, empresa onde trabalho. Nasceu a comissão da qualidade, que a par da comissão técnica e da direcção irá procurar uniformizar as melhores práticas nos centros de inspecção, e contribuirá seguramente para que a acreditação e certificação seja minuciosamente analisada e respeitada. Mas, isso são contas de outro rosário.
Escutei queixas e falaram-me de situações menos adequadas ao nível da inspecção da inspecção e a este nível da qualidade, foram apresentados alguns exemplos de situações de inconformidade por parte dos auditores do organismo de supervisão. Situações, por vezes, pouco abonatórias e de aspectos persecutórios como é timbre e característica intrínseca deste povo, sobretudo das tutelas ou dos orgão do poder.
Tal, levou-me a dar um exemplo, mais, uma experiência de vida que teve a ver com uma prisão, antes uma visita à esquadra, por abuso de poder.
Então, um dia, saia eu de um café, em Parede, quando me dirigia-me para o carro que tinha deixado à porta, bem estacionado, fui abordado por um policia. Queria ver os documentos e eu dei. Depois, questionou-me sobre a profissão ao que eu retorqui afirmando não ser minha obrigação prestar essa informação. Ela não consta de qualquer documento oficial, afirmei. A insistência permaneceu, até que, pressionado por algumas pessoas que estavam comigo acabei por dizer "cangalheiro". A reação não se fez esperar. Abrindo os olhos na vermelhidão das faces, acusou-me de estar "gozando", de o ofender. Contive-me e apenas esbocei um sorriso. Retorqui, dizendo que não, que alguém tem de ter a tarefa de enterrar os mortos e que essa me cabia. O homem policia, ainda com os meu b.i. na mão entrou no café e pediu para ligarem à esquadra mandando vir o carro, para me buscar. Como a viatura demorava, propus irmos a pé, o que ele acedeu. Uma vez na esquadra de policia, cerca de um quarto de hora depois de ter chegado, fui presente ao subchefe que pediu esclarecimento da situação. Apresentei a minha versão e a primeira coisa que este me perguntou foi pela verdadeira profissão. Desta vez fui eu que abri os olhos e ele com um sorriso disse-me que não era obrigatório responder mas que seria simpatico ele ter essa informação. Disse-lhe. Ele sorriu. Desde o principio que não acreditara que eu tivesse essa profissão, mas ao afirmar ser cangalheiro poder-se-ia estar a pensar que estava a "fazer pouco" do guarda Coixão. Rimos, definitivamente. Depois saiu e quando voltou pediu-me que pedisse desculpa ao guarda. Disse que o faria se ele aceitasse imediatamente uma reclamação pela actuação do referido guarda, o que seria designado por "abuso de poder". Ele recuou ligeiramente, e chamando o guarda ordenou-lhe que me cumprimentasse com um aperto de mão e que todo o embroglio "morria" ali. Depois do outro obedecer, apertou-me a mão e disse-me: "sabe, ele está aqui de castigo, se tem mais uma queixa será despedido .... o vinho, sabe"

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